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Markus
Hipfl afastado em três sets
Mantilla
afirma «quero
ganhar o torneio»
Depois
de Juan Carlos Ferrero, foi a vez de Felix Mantilla ter reservado
um lugar entre os quatro tenistas que vão disputar amanhã
as meias-finais do 12º Estoril Open.
Mantilla – que
esteve afastado mais de seis meses do circuito devido a uma
lesão e que, por isso, teve de disputar o qualifying –
derrotou hoje o austríaco Markus Hipfl ao
fim de duas horas de jogo, por três sets ao cabo de
duas horas, por três sets, com os parciais de 3-6, 6-3, 6-1.
Na
conferência de imprensa após o encontro com Markus Hipfl, no
qual Felix Mantilla averbou a sua 16ª vitória consecutiva, o
tenista espanhol começou por comentar o jogo com o austríaco:
«O Markus entrou no jogo a saber o que tinha de fazer, mas
aquando do 4-0 da primeira partida, parei um pouco para
pensar. No segundo set recuperei animicamente e no último
senti-me muito forte fisicamente».
Durante
o primeiro set, Mantilla pareceu discutir com Hipfl.
Questionado sobre o que se passou, esclareceu: «O Markus e
eu somos bons amigos. O que aconteceu foi que ele começou a
reclamar consigo mesmo... mas em castelhano. Eu apenas chamei
a atenção para o fazer na sua língua, pois considerava uma
falta de respeito. Apenas isso».
Mantilla
está no recomeço da carreira depois de sete meses de ausência
por lesão e sente-se a recuperar o tempo perdido. «Estou
muito forte mentalmente e preparado para fazer uma boa temporada».
Relativamente ao segredo da sua recuperação, Mantilla disse
que «foi fundamental o apoio da namorada, dos amigos, da
família e do treinador».
A
lesão chegou mesmo a colocar e dúvida a continuidade da sua
carreira, conforme reconheceu: «Para ser sincero, depois
da operação pensei em tudo, mas acreditei sempre que com
muito trabalho diário e o com o apoio de todos seria possível
ultrapassar esta fase má».
Sobre
a possibilidade de estar presente no torneio de Roland Garros,
Mantilla referiu que isso «era um sonho. Até há duas
semanas não pensava em nada, mas agora estou mais forte física
e mentalmente».
Mantilla
guarda boas recordações de Portugal, reforçadas agora pelas
participações nos pequenos challengers: «Portugal
traz-me sempre boas recordações. Ganhei os torneios da Maia
e de Espinho, que me permitiram recuperar no ranking».
Chegado
a esta fase da prova, o espanhol foi peremptório: «Quero
ganhar o torneio», acrescentando que não tem preferência
pelo oponente nas meias-finais: «São ambos (Squillari e
Pavel) jogadores muito fortes».
José
Nuno Pimentel